É isso mesmo – o piano é uma idolatria. Existem várias, em música: o violão, a ópera, o tango, Chopin, Chico Buarque de Hollanda. Instrumentos, compositores, gêneros, danças, que ultrapassam a fama, a obra, o tempo, e se tornam, para alguns, algo da ordem da adoração.
O piano exerce seu fascínio não só por causa do repertório para ele escrito, pelo elenco de compositores geniais ou de intérpretes fascinantes. Observando o público, acho que o piano – mais do que qualquer outro instrumento – desperta o desejo de tocar. Ele é bonito, confortável, e nós não precisamos aprender sopros, embocaduras, arcadas e afinações. Se você acionar as teclas, ele toca. A fantasia, então, é sair tocando, por magia. Assim como o cão Rowlfie e o urso Fozzie, esta dupla inesquecível do Muppet Show.